Freitag, Dezember 08, 2006

Frase do dia I

"Tendo problemas de flatulência [...] de vez em quando descuidava-se [...] em cerimónias oficiais, levando-me a acender, de imediato, um cigarro para disfarçar o odor."

Catarina Salgado (escrevendo sobre Jorge Nuno Pinto da Costa), no livro a ser lançado amanhã.


Banda sonora: Lúcia Moniz - Cheiros de ti (aqui)

Montag, Dezember 04, 2006

A máquina


Esta tem sido fiel. Desde o início (e já lá vão muitos anos) faz o café sempre da mesma maneira: igual. Não é uma máquina de fazer expressos cremosos e curtos. Não. Mas nunca teve pretensões de chegar a tal. Já esteve em muitas casas, já me acompanhou em muitas manhãs mal acordadas, já me acompanhou em noitadas que se queriam mal dormidas, já acompanhou amigos (que se queriam bem acordados, em virtude da directa) a exames matutinos (e todos eles com sucesso)... Enfim. Já tem uma longa história. Agora tem mais uma para contar. É meu objecto de estudo para o projecto da cadeira Grundlagen der Gestaltung.
Porquê falar da minha máquina de café? Não sei! Mas achei que ela merecia. Afinal de contas...sempre foi a mesma fiel máquina.

Banda sonora: Seu Jorge e Ana Carolina - É isso aí* (aqui)

* Esta música é um original de Damien Rice. Aqui soa-me melhor, além de que a letra foi mudada.

Montag, November 27, 2006

Conversas

Há conversas que só consigo ter com determinada pessoa. Às vezes (OK. Eu admito: quase sempre) não encontro explicação lógica para tal. Não tenho problemas em contar o maior feito bem como o menor (aquele que temos vergonha de contar a... alguém). Simplesmente conto. E nem faço esforço. E do outro lado, encontro compreensão, sinceridade e naturalidade. Como se tudo fosse lógico. Como se tudo tivesse um lado positivo. Como se tudo tivesse...piada. Porque é assim que acabamos por conversar sobre o assunto. E, normalmente, acabamos por falar em outros assuntos, numa sucessão de "links conversacionais" imaginários. O limite acaba sempre por ser o tempo. Não fora isso e a conversa continuaria.
Acabei agora mesmo de ter uma conversa com essa pessoa. E já tinha saudades. Muitas.

Banda sonora: Pearl Jam - Man of the Hour (aqui)

Mittwoch, November 22, 2006

Fast Forward I

Tinham passado pouco mais de 4 anos. Encontraram-se onde tudo tinha começado. Era estranho aquele momento. O sol que brilhava e o vento agreste e frio que soprava, proporcionavam o contraste do momento.
Ele: Aqui estamos, não é? Imaginavas algo assim?
Ela: Pois. Nem sei o que dizer. Se calhar este encontro não devia ter acontecido. Não sei...
Ele: És feliz?
Ela: (pausa...pausa...pausa...) Não sei.(outra pausa...) Não. Definitivamente. Não sou!!! E tu?
Ele: Eu sou. Tal como sempre te disse, se deixamos os sentimentos transparecerem e decidirmos, prosseguimos com tudo. E aí, acabamos por encontrar a nossa felicidade.
Ela: Poderias ser mais feliz comigo?
Ele: Talvez sim. Talvez não. Nunca iremos saber. E isso, é uma das coisas boas da vida. Saber que se formos por um lado (que é totalmente incompatível com o outro) nunca iremos saber, com total certeza, o que poderia ter acontecido indo pelo outro lado.
Ela: Queria que o tempo voltasse para trás.
Ele: Eu não. Tiveste a tua "frame window" naquela altura. Não quiseste aproveitá-la, pensando que ela esperaria por ti. É a "vida" que escolheste, sem escolher activamente. Foste passiva.
Ela: (pausa)
Ele: Tenho que ir. Estão à minha espera
Ela: Ela está à tua espera?
Ele: Ela? Não!!! Não tenho nenhuma "ela" na minha vida. Eles estão! Naquela esplanada ali. Vês?
Ela: Sim. Também vou embora. Ele está à minha espera. Voltamo-nos a ver?
Ele: Acho que não. Contactamos só. Como temos feito até aqui. É melhor assim...para ti.

Banda sonora: Depeche Mode - Walking in my Shoes (aqui)

Montag, November 20, 2006

Decisões


Eis uma palavra que muita gente detesta. Confesso a minha total incompreensão pelas eternas indecisões das pessoas. Não consigo entender como é que uma pessoa que sabe que deve ir pelo lado direito (porque será o melhor para ela, porque será o seu futuro, porque o lado esquerdo já mostrou que não é bom caminho e porque a lógica, a coerência e toda a sensatez mostram isso mesmo)... continua no lado esquerdo. Parada. Pior! Lamenta-se eternamente pela sua indecisão em decidir, pela sua "fraqueza" ou pela sua "cobardia". No limite... essa pessoa conforma-se e aceita que as decisões da sua vida (nem que seja, escolher o que vai comer ao almoço) estejam dependentes de outras pessoas e de outras situações. E isso... eu nunca perceberei.

Banda sonora: Kings of Convenience - The Weight of my Words (aqui)

Samstag, November 18, 2006

Vale a pena II


Lucky Number Slevin (aqui) é um filme que vale a pena ver. Tem excelentes actores, uma boa história e acaba por ter um desenrolar diferente do esperado a início. Além disto tudo, ainda explica o que é um "Kansas City Shuffle".

Donnerstag, November 16, 2006

Wikipedia Foundation

Não pretendo falar aqui de algo que todas as pessoas conhecem (ou deviam, pelo menos). A Wikipedia Foundation (clicar na imagem) é muito mais que o site da Wikipedia. O outro dia, dei por mim na página de entrada da Wikipedia e fiquei abismado com os números. Falemos de línguas, pois então. Em termos de línguas nativas (a nível mundial e segundo a Wikipedia) temos este Top 6: Chinês, Inglês, Hindu, Espanhol, Árabe e Português. Depois temos o Francês em 11.º, o Alemão em 13.º, o Italiano em 22.º, o Polaco em 26.º e o Sueco em 73.º. E depois quando olhamos o n.º de artigos escritos, que Top reparamos? Inglês, Alemão (com uns impressionantes 500.000 artigos, para uma língua falada por 100 milhões de pessoas), Francês, Polaco (incrível!!), Chinês (estes têm a Internet controlada pelo governo, o que explica a "pouca" participação), Holandês, Italiano e só depois vem o Português. Pronto. Temos o Sueco atrás, mas está a escassos 3000 artigos de alcançar-nos (e todos nós sabemos como acabam estas histórias, não é?). Surpresa final: o Espanhol ainda está pior que nós.

Poderá também por aqui começar a "importância" de um País? Pela defesa e expansão da sua língua oficial?

Banda sonora: Lloyd Cole - Music In A Foreign Language (aqui)

Não gosto...I

Não gosto das eternas indecisões das pessoas. Não gosto que me contem mentiras. Não gosto quando a bola vai à barra ou ao poste. Não gosto de pessoas que não fazem sacrifícios. Não gosto de coisas fáceis. Não gosto das cartas/mails em cadeia. Não gosto de pessoas hipócritas e/ou fúteis. Não gosto de pessoas que são como os colchões: têm duas faces. Não gosto quando o papel higiénico acaba e não tenho ninguém que me possa trazer mais. Não gosto da bondade interesseira das pessoas. Não gosto da ingratidão das pessoas. Não gosto de conversas de circunstância. Não gosto quando me querem fazer passar por tolo. Não gosto quando o mar não tem ondas. Não gosto que ela esteja distante.

Mittwoch, November 15, 2006

Instantâneos II

Menina vendedora - Dresden

Montag, November 13, 2006

Christopher O'Riley - Let Down

Esta música é um original dos Radiohead. Aqui temos uma versão instrumental, interpretada ao piano por Christopher O'Riley. Este pianista clássico decidiu converter algumas músicas dos Radioehad para um formato mais "erudito". Fez isso em dois CD's. Esta música é do primeiro, o qual deveria fazer parte de qualquer discografia particular. Difícil foi escolher que música colocar aqui. Para ouvir relaxadamente... até ao fim.
Aqui

Gosto... I

Gosto perdidamente dos olhos da Feijoca. Gosto da frescura de sentir a chuva a cair na minha cabeça e a bater na cara. Gosto musicalmente e fraternamente da Agremiação. Gosto especialmente das minhas duas princesas. Gosto verdadeiramente amigavelmente dos meus amigos. Gosto humildemente de aprender. Gosto jovialmente do Grupo. Gosto literariamente de ler. Gosto de "perder" tempo com as pessoas que valem a pena. Gosto sinceramente de pessoas sinceras. Gosto irracionalmente, mas apaixonadamente, do Benfica. Gosto de ajudar. Gosto estupidamente dela.

Freitag, November 10, 2006

Vale a pena I

Este é mais um dos chamados sites sociais (parte integrante da chamada Web 2.0). O príncipio de funcionamento destes sites é simples: utilizadores partilham os seus gostos pessoais. Neste caso do Last.fm, trata-se de música.
Depois de instalado um pequeno programa no nosso computador, aquele irá conhecer os nossos gostos pessoais relativamente à música. Sempre que ouvimos uma música, o programa armazena a informação relevante (artista e nome da faixa), transmite-a para o site e vai construindo uma base de dados sobre as nossas preferências musicais. Através deste processo, iremos participar numa enorme rede social, onde podemos conhecer os gostos musicais mais variados. É a possibilidade de conhecermos novos artistas, novas influências, novos estilos, trocar informações com utilizadores, etc. Até temos acesso a rádios on-line, que são constituídas por músicas que se adaptam (assim acha o programa) ao nosso perfil.

Para experimentar, ir aqui e configurar uma conta. Depois, é só seguir as instruções. Vale a pena.

Instantâneos I

Loja em Ulm

Montag, November 06, 2006

Snow Patrol - It's Beginning to Get to Me

Para ouvir aqui

I want something
That's purer than the water
Like we were

It's not there now
Ineloquence and anger
Are all we have

Like Saturn's rings
An icy loop around me
Too hard to hold

Lash out first
At all the things we don't like
Or understand

And it's beginning to get to me
That I know more of the stars and sea
Than I do of what's in your head
Barely touching in our cold bed

Are you beginning to get my point
There are always fighting with aching joints
It's doing nothing but tire us out
No one knows what this fight's about

The answer phone
The lonely sound of your voice
Frozen in time

I only need
The compass that you gave me
To guide me on

And it's beginning to get to me
That I know more of the stars and sea
Than I do of what's in your head
Barely touching in our cold bed

Are you beginning to get my point
There are always fighting with aching joints
It's doing nothing but tire us out
No one knows what this fight's about

It's so thrilling but also wrong
Don't have to prove that you are so strong
Cos I can carry you on my back
After our enemies attack

I tried to tell you before I left
But I was screaming under my breath
You are the only thing that makes sense
Just ignore all this present tense

We need to feel breathless with love
And not collapse under its weight
I'm gasping for the air to fill
My lungs with everything I've lost

Samstag, November 04, 2006

Flashback IV

Era agora. O dia era de "até já". Ou seria de "até sempre"? Ninguém sabia. Só os sentimentos sabiam de algo: "Estamos aqui. E estaremos sempre".

Mittwoch, November 01, 2006

Flashback III

O dia amanheceu diferente. Havia uma sensação de leveza no ar. Tudo estava sereno e calmo. Tudo era...natural! Ao longo do dia...mais do mesmo. Emoções, certezas, sentimentos, ausência de medo, simplicidade. Estas eram algumas das palavra-chave do motor de busca (da felicidade? Do futuro?)
Enquanto festejam em colectividade, festejam também os seus próprios momentos. E depois, há sempre aquele momento em que a colectividade quer descansar...mas as individualidades não. E aí? Pois...

Dienstag, Oktober 31, 2006

Flashback II

Afinal o breve foi brevíssimo. Ali estavam eles. Outra vez. Outro sítio...o mesmo ambiente. Seria este o verdadeiro encontro? Desta vez o abraço foi lógico e natural. Como o prenúncio de algo?
Já não dava para adiar o inevitável. Naquele dia, tudo se comprovou e todas as peças se encaixaram. Literalmente. Fruiram o momento como sempre o imaginaram. Falavam a mesma linguagem e entendiam-se perfeitamente. Tal como sempre foi? Sim. Como sempre seria? Talvez. Que importava! O momento era tudo e o futuro era algo que não interessava ali. Era algo novo para eles? Não! Seria possível esta sensação de algo vivido mas nunca experimentado? Talvez...

Montag, Oktober 30, 2006

Flashback I

Encontraram-se muitos meses depois. O encontro tantas vezes desejado e falado, mas tantas vezes diplomaticamente evitado, finalmente acontecia. Um abraço forte. A conversa que se seguiu.
Apesar do tempo decorrido, estava tudo lá. Os sentimentos, as emoções vividas e aprisionadas tanto tempo, as brincadeiras, o mesmo à vontade, o delicioso sentido de humor de ambos... a naturalidade e simplicidade de ambos. Como se tivesse sido ontem o último encontro. Como se tivessem viajado num qualquer teórico túnel de tempo. Que ligação era essa? Como explicar o inexplicável mas lógico?
No final, depois de trocados pequenos e sentidos afectos, ficou a inevitável pergunta: "E agora? Quanto tempo irá decorrer até ao próximo encontro?" A resposta veio convicta, por parte de ambos: "Em breve. Em breve"

Sonntag, Oktober 01, 2006

Uma porta fecha-se.


Esta porta será fechada hoje, por mim, uma última vez. O que fica atrás da porta não quero falar. Prefiro pensar positivo e falar do que está no exterior da porta. Esta fechou-se (ou melhor, foi-me fechada implicitamente) mas outras se abrirão. Já hoje abrir-se-á uma temporária. Depois, uma definitiva. Na semana seguinte uma outra definitiva. E assim sucessivamente. Muitas chaves já as tenho. Outras irei encontrá-las. De qualquer forma, sei bem como usá-las.
Nestas novas portas, encontrarei de tudo. Portas barradas, portas falsas, portas que conduzem para um beco sem saída ou portas de emergência que afinal não são. Se puder (e tudo farei para tal. Afinal, repetir um erro não é humano), nessas não entro. Mas encontrarei também portas bonitas. Portas que depois de abertas, mostram ainda mais beleza. Portas que estão abertas 24 horas por dia. Portas que são o que parecem. Portas que permitem a passagem a alguns e impedem a mesma a muitos. Portas que fazem as outras portas parecerem (e serem) portinholas.
Por razão esperadas e por outras inesperadas (infelizmente, a natureza humana continua-me a surpreender) esta ilha submersa estará à deriva uns tempos, devido à falta de uma ligação permanente ao mar. Mas voltará o mais depressa possível. Até lá!
So me resta dizer: "Abram a porta e estendam a passadeira vermelha, chamem a banda... que eu quero sair."

Donnerstag, September 28, 2006

Saudades - Parte I


Esta série é obrigatória para qualquer pessoa que aprecie qualidade em televisão. Para além de possuir tudo o que uma série normal e de qualidade possui, tem uma narrativa vertiginosa e inquietante, tem a acção de cada episódio a desenrolar-se em 60 minutos reais (nas pausas comerciais o tempo continua a contar), os clichês não existem e o impossível acontece. Conta com excelentes actores, dos quais emerge Kiefer Sutherland (o agente Jack Bauer) como cabeça de cartaz.
Cada temporada
contém 24 episódios, o que perfaz um "normal" dia de trabalho na vida deste agente. Vi todas as 5 temporadas desta série. Tal como disse a um amigo meu: "Eu não estou a dizer que deverias ver esta série. Estou a dizer que tens que ver. És obrigado."
A temporada 6 começará nos EUA em Janeiro de 2007. Sempre às segundas. E quando ela começar, lá começarão as minhas noites de terça a ocuparem-se da vida de Jack Bauer. E começará a ânsia de chegar a semana seguinte, para saber como continuará a história. Até lá....tenho que esperar.

Mais informações: aqui