Dienstag, Oktober 31, 2006
Flashback II
Montag, Oktober 30, 2006
Flashback I
Apesar do tempo decorrido, estava tudo lá. Os sentimentos, as emoções vividas e aprisionadas tanto tempo, as brincadeiras, o mesmo à vontade, o delicioso sentido de humor de ambos... a naturalidade e simplicidade de ambos. Como se tivesse sido ontem o último encontro. Como se tivessem viajado num qualquer teórico túnel de tempo. Que ligação era essa? Como explicar o inexplicável mas lógico?
No final, depois de trocados pequenos e sentidos afectos, ficou a inevitável pergunta: "E agora? Quanto tempo irá decorrer até ao próximo encontro?" A resposta veio convicta, por parte de ambos: "Em breve. Em breve"
Sonntag, Oktober 01, 2006
Uma porta fecha-se.

Nestas novas portas, encontrarei de tudo. Portas barradas, portas falsas, portas que conduzem para um beco sem saída ou portas de emergência que afinal não são. Se puder (e tudo farei para tal. Afinal, repetir um erro não é humano), nessas não entro. Mas encontrarei também portas bonitas. Portas que depois de abertas, mostram ainda mais beleza. Portas que estão abertas 24 horas por dia. Portas que são o que parecem. Portas que permitem a passagem a alguns e impedem a mesma a muitos. Portas que fazem as outras portas parecerem (e serem) portinholas.
Por razão esperadas e por outras inesperadas (infelizmente, a natureza humana continua-me a surpreender) esta ilha submersa estará à deriva uns tempos, devido à falta de uma ligação permanente ao mar. Mas voltará o mais depressa possível. Até lá!
So me resta dizer: "Abram a porta e estendam a passadeira vermelha, chamem a banda... que eu quero sair."
Donnerstag, September 28, 2006
Saudades - Parte I

Cada temporada contém 24 episódios, o que perfaz um "normal" dia de trabalho na vida deste agente. Vi todas as 5 temporadas desta série. Tal como disse a um amigo meu: "Eu não estou a dizer que deverias ver esta série. Estou a dizer que tens que ver. És obrigado."
A temporada 6 começará nos EUA em Janeiro de 2007. Sempre às segundas. E quando ela começar, lá começarão as minhas noites de terça a ocuparem-se da vida de Jack Bauer. E começará a ânsia de chegar a semana seguinte, para saber como continuará a história. Até lá....tenho que esperar.
Mais informações: aqui
Mittwoch, September 27, 2006
Ana Carolina - Pra Rua Me Levar
Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
Às vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você...
Vou deixar a rua me levar ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você...
É, mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir...
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você...
Vou deixar a rua me levar ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar e eu vou lembrar você...
Sonntag, September 24, 2006
The Weather Man

Deste filme, fica-me um diálogo na memória. Pai e filho falam sobre a vida deste. No diálogo, o pai acaba por dizer uma verdade simples e desconcertante. Porque muitas vezes não a admitimos? Ou porque muitas vezes não somos adultos?
Dave Spritz: We both just think it's better for the kids.
Robert Spritz: David, sacrifice is... to get anything of value, you have to sacrifice.
Dave Spritz: I know that dad, but I think that if we continue down this road, it's gonna be too detrimental for the kids. It's just too hard.
Robert Spritz: Do you know that the harder thing to do and the right thing to do are usually the same thing? Nothing that has meaning is easy. "Easy" doesn't enter into grown-up life.
Para mais informações sobre o filme, clique aqui
Samstag, September 23, 2006
Há um ano atrás
Neste dia, a esta hora mas há precisamente um ano atrás, eu chegava aqui. Para trás, tinha ficado muito mais do que as duas amigas que me levaram ao aeroporto. A agremiação, os amigos da agremiação, os que ainda não eram amigos da agremiação mas poderiam vir a ser, o grupo da agremiação, a formação nas empresas e na escola, a família, o convívio com os amigos, as conversas especiais com amigos especiais, a…o….e ainda… Basicamente, tinha ficado para trás a minha vida. Iria ter que recomeçar uma. Um país novo, uma nova língua (da qual eu não tinha conhecimento), uma cultura diferente, um futuro… incerto!
Como sempre disse (e continuo a dizer): a vida é…pessoas. Se naquele momento sentia que devia largar o presente para me agarrar a um futuro incerto, assim o fiz. Não me arrependo da decisão. Quando somos sinceros connosco e sabemos interpretar os nossos sentimentos, as decisões acabam por ser lógicas e simples. Só temos de seguir o coração, pensando com a cabeça.
Um ano depois, o que mudou? Já nada me é estranho. Conheço a língua o suficiente para lidar com as pessoas e tratar dos meus problemas, consegui a entrada na Universidade (passando três etapas na aprendizagem da língua), conheço bem a cidade onde me desloco e conheço pessoas. O futuro é…certo, se é que o futuro pode ser certo. Pelo menos, este futuro é muito mais certo do que o futuro de há um ano. E agora? Será que nesta nova etapa deixo para trás alguma coisa? Não! O que é importante, levo comigo: a minha personalidade, os meus valores, as minhas qualidades e os meus defeitos. Ah! Quase que me esquecia! Levo a música também. Minha eterna companheira.
A casa da Joana

De há duas semanas para cá que estou a viver em casa da Joana. E realmente... confirma-se o "mito" (que por esta razão, deixa de sê-lo). A Joana deixou-me a sua casa à disposição. Esvaziou o frigorífico (para eu ter mais espaço para colocar as minhas coisas), "dorme" fora de casa para eu poder ter duas camas à escolha, não come cá (a mesa é muito pequena), quando aparece fica muito pouco tempo (para não me incomodar), é rapidíssima a arranjar-se (assim eu tenho mais tempo para a minha sofisticada e rebuscada higiene), paga a renda por mim, não me cobra os custos da electricidade e da água, deixou os utensílios da cozinha à minha guarida, etc, etc. Podia continuar a dar exemplos, pois estes são variados e extensos. O importante aqui, é que a Joana é "amiga". Não só fez isto tudo por mim, como ainda... se "preocupa" comigo! Anda afectada por eu poder não estar a gostar da casa dela, não me enfrenta directamente pois posso ficar assustado, anda triste porque eu não tenho um canto meu, quer saber o que faço para poder ajudar-me, não admite os seus problemas para não me preocupar, não me agradece os favores pois isso podia ser embaraçoso para mim, trata-me mal pois ando com a auto-confiança muito elevada e isso pode ser prejudicial para os meus relacionamentos, coloca-me pressão para sair daqui pois o mercado imobiliário é muito competitivo e preciso ser rápido a decidir e, finalmente, "transformou-se" como pessoa para eu poder ver que o Mundo não é só boas pessoas. Por isto tudo e por muito que ficou por dizer, só posso dizer: "Obrigado Joana. Nunca mais esquecerei estas semanas em tua casa."
Donnerstag, September 21, 2006
Serenidade

Mittwoch, September 20, 2006
(In)gratidão
- Gratidão - reconhecimento por um benefício que se recebeu; agradecimento; qualidade de quem é grato (in http://www.infopedia.pt)
- Ingratidão - qualidade de quem é ingrato; falta de gratidão (in http://www.priberam.pt).
Montag, September 18, 2006
Diálogos - Parte I
A: Pois é. Deves ter muitas novidades, não é?
Eu: Pois tenho. Mas quero saber das tuas primeiro.
A: EU? Eu não tenho novidades para dar. A minha vida é uma miséria de uma pasmaceira.
Eu: Então? Já decidiste se mudas de emprego?
A: Ainda não. Mas vi ontem uma blusa espectacular que quero comprar.
Eu: Pois. E sobre aquele assunto que te atormentava? Resolveste?
A: Não. Mas ontem encontrei a vizinha do 3.º esquerdo e ela disse-me que havia hoje reunião de condomínio. Já viste a minha sorte? Logo hoje!
Eu: Que azar! E a vida pessoal? De vento em popa?
A: Talvez! Não sei. Mas podíamos combinar ir ao cinema um dia destes. Que achas? Gostava muito de ver aquele filme...o....
Eu: Olha. E já tiveste aquela conversa com os teus pais? Explicaste as coisas?
A: Não. Estive quase mas não consegui falar com eles. De qualquer forma, eles estão muito bem. Andam na Universidade Sénior e estão a adorar aquilo. Esses sim. Sabem tomar decisões e andar para a frente.
Eu: E tu? Não sabes tomar decisões?
A: Claro que sei. Agora quero um café pingado e uma fatia de bolo de chocolate. Vês?
Eu: Queres que eu seja teu amigo?
A: Mas tu já és! Não vais tomar nada?
Eu: Só se falares sobre ti.
A: Mas eu não faço outra coisa desde que chegaste aqui! E tu? Ainda não disseste nada.
Eu: Pronto! Seja! Eu vou falar sobre mim. A história é longa. Lembras-te daquela situação.......
Samstag, September 16, 2006
Dave Matthews Band - Where Are You Going
Where are you going, with your long face pulling down?
Don't hide away, like an ocean
That you can't see but you can smell
And the sound of waves crash down
I am no superman.
I have no reasons for you
I am no hero, Aww that's for sure
But I do know one thing:
Is where you are is where I belong.
I do know, where you go, is where I wanna be.
Where are you going? Where do you go?
Are you lookin' for answers to questions under the stars?
Well if along the way you are growin weary, you can rest with me
Until a brighter day, you're ok.
I am no superman.
I have no answers for you.
I am no hero, aww that's for sure.
But I do know one thing:
Where you are is where I belong.
I do know, where you go, is where I wanna be
Where are you going? Where do you go?
Where do you go? Where are you goin? Where do you go?
I am no superman.
I have no answers for you
I am no hero, awww thats for sure.
But I do know one thing:
is where you are is where I belong
I do know, where you go, is where I wanna be.
Where are you goin'? Where do you go?
Tell me where are you going?
Where? Let's go.
Game Over = Start Over

Agora imaginem o que é jogar um jogo no qual não têm vidas. Nem as normais, nem as extras. Têm simplesmente aquela com que começaram a jogar. Mas.. no início do jogo, esse "pormenor" é omitido. Vocês jogam, jogam e jogam. O jogo está a correr bem, os níveis mais fáceis ficaram para trás, os difíceis estão aí mas conseguem ultrapassá-los, o jogo aproxima-se do final, vocês estão empolgados, investem todas as vossas forças neste jogo e...? Vindo do nada, mesmo no meio do nível 564, aparece-vos a fatídica mensagem. «Não há problema. Ainda tenho mais vidas. Nem que seja só uma. Ainda não gastei nenhuma.» Isso pensam vocês. A verdade é que o jogo não vos dá mais nenhuma chance. Nem uma primeira! Apesar de vocês merecerem, apesar das regras serem desconhecidas para vocês, apesar de tudo o que investiram no jogo... E aí? Descemos do cavalo, espetamos a espada no solo, deixamos cair o chapéu de "príncipe dos bons" e partimos para outro jogo.
Eu já joguei um jogo assim. E a sensação é horrível. Acima de tudo, o facto do jogo ter acabado é o mal menor. O que fica é a enorme sensação de injustiça e o facto do jogo não ter sido limpo e claro desde o início. Além disso, a "ranhura para inserir moedas" fechou-se.
«Bom! Acho que ainda tenho aqui algumas moedas. Vou guardá-las para outro jogo. Para jogar quando voltar a apetecer-me. Agora estou cansado de jogar.»
Sonntag, September 10, 2006
zu vermieten

Nesta fase de vida, este «zu vermieten» significa para mim: FELICIDADE. Esta, não se esgotará com o acto em si (arrendar um imóvel). Começou com a hipótese, continuou com a procura, continuará com a instalação e prosseguirá com a vivência diária. Um espaço meu, onde poderei receber quem for amigo e aonde estará reservado o direito de admissão. Tal como propagandeava uma publicidade: «Aqui vou ser feliz.» Ao que eu respondo: «Já sou!»
Samstag, September 09, 2006
Amizades sortudas ou amizades conquistadas?

Os amigos são parte essencial da nossa vida. Quando um amigo nos ajuda e comentamos esse "facto" com alguém, muitos são aqueles que afirmam: "Tens sorte em teres amigos assim." Esta afirmação sempre me fez confusão. Será que é sorte mesmo? Será que não é mais que uma consequência natural do nosso "investimento" numa relação de amizade?
Este "investimento" é moroso e difícil. É muito mais fácil ter só conhecidos. Pessoas a quem dizemos um "Olá. Tudo bem?", seguindo-se a esta frase aquela sensação de silêncio incomodativo. Existem também os "amigos" dos copos. Estes são fáceis de arranjar também. Vamos com eles para festas, bebemos com eles, convivemos com eles, mas a relação nunca passa dessa etapa. Ou porque não queremos ou porque é mais cómodo para nós ou porque as pessoas não valem o investimento. Nestes casos, a sorte acaba por desempenhar o seu papel. Ou porque encontramos a pessoa A no sítio B, ou porque a bebida era fraca e permitiu uma noite mais prolongada de conversa ou porque era a noite da cerveja e estávamos preparados para a festa da água mineral.
Nos casos que verdadeiramente importa, as amizades são feitas ao longo do tempo. Passam por vários estágios, por tormentas, por festas, por confiança, por partilhas, por dúvidas, por certezas. E depois? Vem o mais fácil. Se a amizade for sincera e verdadeira por parte de ambas as partes, ela manter-se-á por si mesma... sem artificialismos.